terça-feira, 31 de maio de 2011

China passou a ser o quinto maior mercado para a Gallo em dois anos


Os azeites Gallo foram hoje formalmente lançados em Xangai, a capital económica de um país cuja gastronomia tradicional não inclui aquele produto mas que se tornou em apenas dois anos o quinto mercado daquela marca portuguesa.

"Quando começámos a expandir internacionalmente a nossa atividade, em 2006, a China não existia. Era zero. Hoje, estamos em seiscentas lojas da China, sobretudo em Xangai, Pequim e outras grandes cidades", realçou à agência Lusa o presidente da Gallo Worldwide, Pedro Cruz.

No ranking da Gallo, uma marca quase centenária e vendida em cerca de 50 países, a China já ocupa o quinto lugar, a seguir a Portugal, Brasil, Venezuela e Angola.

Visão - 31.5.2011

Paulo Laureano apresenta o seu azeite "Paulo Laureano Olium Reserve"

Depois do vinho, a Paulo Laureano Vinus chega agora ao mundo dos azeites, apresentando o seu Paulo Laureano Olium Reserve. 

Tendo desenvolvido um azeite alentejano, tal como no vinho, a influência romana no mundo dos azeites em Portugal, também foi importante, e por isso Paulo Laureano foi buscar ao latim a origem da sub marca.

 “A nossa filosofia não muda aqui em nada, acreditamos no azeite como um produto de referência a nível regional e nacional, acreditamos que fazemos azeites diferentes, que traduzem, também a nossa história, as nossas tradições a nossa forma de estar no mundo desde há séculos. 

Talvez o azeite não transmita ainda à grande maioria dos consumidores, a sensação de “terroir” tão cara aos homens do vinho. 

Mas ela existe, os azeites são também diferentes, porque o clima, o solo ou as variedades lhes dão uma identidade própria, moldam a sua identidade e personalidade e quem os faz e produz desde o olival ao lagar, dá-lhes alma”, explica Paulo Laureano

Não sendo o azeite o “core business” da empresa, mas sim o vinho, optou-se por uma associação à Cooperativa Agrícola da Vidigueira, reconhecida igualmente pela qualidade dos azeites que produz. Aí são transformadas as azeitonas da Paulo Laureano Vinus e produzido este esverdeado néctar de oliva.

Associado a este azeite da Paulo Laureano Vinus surge o conhecido chef do

restaurante Eleven, Joachim Koerper, que escreve nos rótulos: “considero o azeite como a alma e o coração da minha cozinha”. Para além da produção inicial de 2.000 garrafas com o rótulo Paulo Laureano Vinus, a empresa lançou igualmente 500 garrafas com um rótulo exclusivo de Joachim Korper que ele utilizará nas suas criações.

Com 26 hectares de olival próprio junto à sua adega na Vidigueira, recente (dez anos) mas plantado de maneira tradicional, onde predomina fundamentalmente a variedade Cobrançosa, as azeitonas vinham sendo vendidas sucessivamente desde a aquisição da propriedade.

Hipersuper - 24.5.2011

domingo, 29 de maio de 2011

d'Avantos

http://www.davantos.com/

Os premiados do Concurso Nacional de Azeite organizado pelo Centro Nacional de Exposições em Santarém já são conhecidos



Os premiados do Concurso Nacional de Azeite, evento que se realizou no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, no passado dia 16 de Maio já são conhecidos. 

Este projecto, que se enquadra no âmbito de um conjunto de iniciativas promovidas pelo CNEMA, destinadas a aproximar os produtores dos consumidores, facilitando o contacto com produtos de qualidade reconhecida produzidos em Portugal contribuindo para a promoção e divulgação desses mesmos produtos, registou 101 azeites a concurso pertencentes a 83 produtores que foram avaliados por cerca de 40 provadores.

Confira aqui a lista de premiados:

AZEITE VIRGEM EXTRA

Medalha de Ouro

Sociedade Agrícola Ouro Vegetal, Lda. - Quinta do Pouchão Ribatejo DOP
Quinta da Romaneira - Quinta da Romaneira
Casa Agrícola Roboredo Madeira - CARM Trás-os-Montes DOP
Sociedade Agrícola do Conde, Lda. - Quinta Vale do Conde Trás-os-Montes DOP
Sociedade Agrícola Colinas de S. Lourenço - Principal
Jerónimo de Abreu e Lima - Magna Olea
Maria Adelaide Trigo - Quinta do Couquinho Trás-os-Montes DOP
Miguel Pais do Amaral - Casa Anadia
Miguel Pais do Amaral - Casa Anadia Ribatejo DOP
Cooperativa Olivicultores Freixo de Numão CRL - Casa Grande Trás-os-Montes DOP

Medalha de Prata

J. Portugal Ramos Azeites, S.A. - Oliveira Ramos Premium
Casa Agrícola Cortes de Cima, S.A. - Cortes de Cima
TAIFAS - Ind. e Com. de Azeites, S.A. - Quinta de S. Vicente Premium
Cotéis, Lda. - Herdade de Cotéis - Azeite de Moura DOP
Cooperativa Olivicultores de Valpaços, CRL - Rosmaninho Trás-os-Montes DOP
Wine & Soul, Lda. - Pintas
Sociedade Agrícola Monte Novo e Figueirinha, Lda. - Monte Novo e Figueirinha
J. C. Coimbra, S.A. - Marialva
Maria Antónia de Almeida - D´Avantos Trás-os-Montes DOP
Cooperativa Olivicultores de Valpaços, CRL - Rosmaninho M. P. Biológico

Medalha de Bronze

Adega Cooperativa Freixo Espada à Cinta CRL - Montes Ermos
Adega Cooperativa Freixo Espada à Cinta CRL - Montes Ermos Grande Escolha
Cooperativa Agrícola Alfândega da Fé, CRL - Terras de Alfândega Trás-os-Montes DOP
Herdade Vale Arca, Lda. - Herdade Vale da Arca
Quinta Passadouro, Lda. - Quinta do Passadouro.
Riazor S.A. - Capitôa
Roger F. Heleno Lopes - Casa Agrícola dos Lopes Trás-os-Montes DOP
Sociedade Agrícola Ouro Vegetal, Lda. - Cabeço das Nogueiras
Sociedade Agrícola Quinta Lagoalva de Cima, S.A. - Quinta de Lagoalva
Sociedade Azeites Ficalho, Lda. - Ficalho Azeite de Moura DOP

Modo Produção Biológico

OURO - Tétribérica, S.A. - Acushla Trás-os-Montes DOP
PRATA - Cooperativa Oliv. Freixo Numão CRL - Casa Grande M.P. Biológico Trás-os-Montes DOP
BRONZE - Cooperativa Olivicultores de Valpaços, CRL - Rosmaninho M.P. Biológico

Categoria Packaging

OURO - Herdade do Esporão Azeite de Moura DOP 500ml - Esporão Azeites, Lda
PRATA - Oliveira Ramos Premium 500 ml - João Prtugal Ramos Azeites, S.A.
BRONZE - Oliveira da Serra - Lagar do Marmelo 500 ml - Sovena S.A.


CNEMA


Portugal recebe 4 dos 9 prémios no Concurso Internacional de Azeites Virgens Extra Mario Solinas 2011.


Portugal recebe 4 dos 9 prémios no Concurso Internacional de Azeites Virgens Extra Mario Solinas 2011.

PRIZE WINNERS FOR 2011

First prize

Intense green fruitiness: El Labrador, sat 8064 - Fuente de Piedra (Málaga) - Spain
Medium green fruitiness: SAOV Sociedade Agrícola Ouro Vegetal, Lda. - Alferrarede
(Abrantes) - Portugal
Ripe fruitiness: Sociedade Agricola do Conde, Lda. - Mirandela - Portugal

Second prize

Intense green fruitiness: Aceites Campoliva, S.L. (Melgarejo)-Pegalajar (Jaén)- Spain
Medium green fruitiness: Riazor - Azeites & Oleos Vegetales, S.A. - Riachos - Portugal
Ripe fruitiness: Gallo Worldwide - Lisboa - Portugal

Third prize

Intense green fruitiness: Eirini Plomarioy - Plomari (Lesvos) - Greece
Medium green fruitiness: Almazaras de la Subbética S.L.- Carcabuey (Córdoba)- Spain
Ripe fruitiness: Sovena España, S.A. - Brenes (Sevilla) - Spain
page


Consultar lista de premiados







Portugal obteve 4 prémios Gran Prestigie Gold, 6 Prestige Gold e vários Gold no Concurso Internacional TERRAOLIVO 2011

Moises Spak do Concurso Internacional TERRAOLIVO realizado em Israel deixou uma mensagem de apoio aos produtores portugueses e à qualidade dos nossos azeites que este ano estiveram em destaque na hora de atribuir os prémios.


Consultar Lista de Prémios do TERRAOLIVO 2011




"
Estimados Productores de Portugal,

Portugal ha realizado un gran concurso TERRAOLIVO 2011.

Se ha llevado 4 premios Gran Prestigio Oro de solamente 20 Premios que se obtuvieron, 6 Prestigio Oro y Varios Oros.

Realmente la calidad que ha llegado a esta edicion de TERRAOLIVO ha sido muy alta y ha sido muy dificil para los jueces conceder los premios.

les adjunto logo y stickers/medallas para que puedan usarlas en vuestro site de internet o publicidad.
ademas podran ver los stickers que se venden para adicionar a las botellas. estos son de foil de aluminio por lo cual son de alta calidad y brillo.

vienen en rollos de 1250 unidades y tienen un coste de 60 euros mas gastos de envio. son limitados, por lo cual les pido celeridad con sus ordenes de compra

los diplomas seran enviados por correo

FELICITACIONES

Moises Spak


International Affairs Director
Terraolivo 2011
moshe09@orange.net.il
mas@terraolivo.org
www.terraolivo.org
CEL +972 547 629 101
FAX + 972 9 767 5671

O Azeite Quinta de Vale do Conde da Sociedade Agrícola do Conde, em Mirandela obteve um Primeiro Prémio na Categoria de Frutado Maduro no Concurso Mario Solinas

A região de Trás-os-Montes e do Douro obteve um Primeiro Prémio na Categoria de Frutado Maduro, no Concurso Mario Solinas, através do Quinta de Vale do Conde da Sociedade Agrícola do Conde, em Mirandela. 

No mesmo concurso chegaram a finalistas o Magna Olea de Jerónimo Abreu Lima (vencedor em 2009) e o AUCAMA na categorias de Verde Intenso e Maduro respectivamente. O azeite Quinta do Vale do Conde alia o saber ancestral à mais moderna tecnologia. Um casamento do qual resulta o finíssimo azeite virgem extra, onde predominam as variedades verdeal, madrural e cobrançosa. 

O azeite transmontano tem vindo a arrebatar prémios, de ano para ano, no concurso Mario Solinas, organizado pelo Comité Olivícola Internacional. Estes resultados “demonstram a pujança da fileira olivícola na Região de Trás-os-Montes e do Douro e que o trabalho de valorização do Azeite de Trás-os-Montes e do Douro e os resultados obtidos pelos produtores regionais resultam de um enorme esforço colectivo e não são fruto do acaso”, referiu fonte da AOTAD (Associação dos Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro). 

Para os dirigentes da associação “estes resultados não são simples coincidências” e têm sido obtidos sem qualquer tipo de apoio institucional seja financeiro ou diplomático, ao contrário de outros países concorrentes a este tipo de eventos que invariavelmente são apoiados pelas entidades governamentais ou pelas respectivas Associações Interprofissionais. 

Para chegar a este nível da qualidade, atestada pelos prémios, tem-se feito uma aposta na antecipação da campanha, a formação em análise sensorial de todos os actores, o apelo a boas práticas de produção e transformação, a regeneração do perfil do produtor regional e principalmente a motivação aduzida por todos os presentes sucessos têm contribuído para a afirmação nacional e internacional do Azeite de Trás-os-Montes e do Douro. 

Ainda assim os olivicultores têm reivindicações a fazer. Sendo Portugal o único país da Europa em que não existe uma Interprofissional do sector do Azeite que defenda a identidade do azeite nacional e que promova a sua valorização e genuinidade, “seria importante pelo menos existir uma estratégia de valorização de todas as vitórias regionais e nacionais que afirmasse de forma definitiva Portugal como país de referência na produção de azeites virgem extra de excelência”. 

Esta será esta a grande oportunidade de aumentar de forma significativa as exportações no sector com efectivo retorno na cadeia de valor para o olivicultor e não apenas como desculpa de um único objectivo de compensação da auto-suficiência. 

“Tal como acontece em diversos países produtores de azeite na Europa, com especial destaque para a Itália, está na hora de aproveitar estes excelentes resultados e lançar um verdadeiro Manifesto em Defesa do Verdadeiro Azeite Virgem Extra Português”, salientam.


Azeite Jóia do Sul vence medalha de ouro em Israel

A microempresa algarvia/alentejana de produção de azeite Herdade Joia do Sul conquistou a medalha de outro “Prestige Gold” no Concurso Internacional de Azeite de Israel – TERRAOLIVO 2011.

A empresa familiar considera esta distinção como “o reconhecimento Internacional da qualidade que se produz no nosso País”.

O concurso decorreu entre 15 e 21 de maio e foi a primeira vez que a Herdade Joia do Sul participou.

Esta microempresa, criada em 2006, nasce de um sonho de dois jovens de Albufeira, provenientes de outras áreas, que decidiram apostar na agricultura

A sede está localizada em Albufeira e a produção é feita num olival com 10 hectares, localizado na freguesia de Pereiras - Gare, concelho de Odemira.

Observatório do Algarve - 26.5.2011

Copa-Cogeca pede urgência na ajuda ao armazenamento privado de azeite

Numa reunião com o comissário de Agricultura, Dacian Ciolos, o Copa-Cogeca solicitou a adopção de medidas urgentes para melhorar a situação que atravessa o sector do azeite na União Europeia.

A organização pediu que se active com carácter urgente a ajuda ao armazenamento privado, considerando que a médio e longo prazo devem ser implementadas as medidas apropriadas para impedir novas distorções de mercado.

O presidente do grupo de trabalho “Azeite e azeitonas de mesa” do Copa-Cogeca, Benedetto Orlandi, alertou que «os valores da Eurostat revelam que os rendimentos dos produtores de azeite têm vindo a baixar constantemente durante os últimos cinco anos, com quedas que chegaram aos 15,2 por cento em 2009 relativamente a 2008. Os preços estão de facto num nível muito baixo neste sector, tal como é do conhecimento da Comissão».

O responsável assinala que «em 2010, o preço médio do azeite na União Europeia em termos reais foi cerca de metade do nível registado em 2002, ou seja, menos 47 por cento, enquanto o valor da produção reduziu 55 por cento em comparação ao mesmo ano, apesar de verificar-se uma melhoria na qualidade», acrescentando «que os custos da produção sobem muito rápido, o qual coloca em risco a já difícil situação dos produtores comunitários».

Por todas estas razões, Benedetto Orlandi considera a necessidade e a urgência de activar a ajuda ao armazenamento privado totalmente justificada», uma questão que foi discutida também no Conselho da União Europeia e no Comité de Gestão, nos quais diversos Estados-membros apoiaram a ideia, sem qualquer oposição, salientando, no entanto, o responsável, que são necessárias medidas para melhorar a competitividade do sector do azeite».

Perante toda a situação do sector, o secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, pediu à comissão para reflectir, no quadro do futuro da política agrícola comum (PAC), sobre uma série de medidas a médio e longo prazo, que ajudem o sector a melhorar a sua posição na cadeia alimentar e eficácia dos instrumentos já existentes, como por exemplo, actualizar o preço de activação do armazenamento privado, que tem uma década e está completamente fora da realidade do mercado.

O Copa-Cogeca pede um reforço do papel dos produtores comunitários na cadeia alimentar, talvez mediante a concentração da oferta através das organizações de produtores, como as cooperativas.

A organização diz-se satisfeita com a intenção da Comissão para reforçar o poder de negociação dos produtores nos próximos meses e pede que se acelera o trabalho neste âmbito, declarou igualmente Pekka Pesonen.

Confagri - 27.5.2011

Apresentação do projecto OiLCA – Melhoria da competitividade e redução da pegada de carbono do sector do azeite

No próximo dia 31 de Maio, pelas 11h00, terá lugar uma sessão de apresentação do projecto OiLCA – Melhoria da competitividade e redução da pegada de carbono do sector do azeite, mediante a optimização da gestão de resíduos e implementação de uma eco-etiqueta, organizada pelo CVR – Centro para a Valorização de Resíduos e AOTAD – Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro. 

A sessão terá lugar na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais.

O projecto tem como objectivo proporcionar às empresas do sector do azeite uma ferramenta que permita avaliar de um ponto de vista ambiental e económico, tantos os seus processos produtivos como os impactes resultantes das possíveis alterações nos mesmos. 

Para isso serão realizadas análises à pegada de carbono e ao ciclo de custos. 

Para realizar a quantificação das emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) será utilizada como ferramenta a Análise de Ciclo de Vida (ACV) tendo em conta as etapas “desde o berço até à cova”, que avalia a produção do azeite em todas as suas fases.

Este projecto é co-financiado pelo FEDER ao abrigo do Programa de Cooperação Territorial Europeu INTERREG IV B SUDOE.


Agroportal - 26.5.2011


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cabeço das Nogueiras venceu na passada semana o concurso internacional de azeite realizado na feira Expoliva em Jaen na categoria de frutados verdes médio


A SAOV – Sociedade Agrícola Ouro Vegetal, Lda venceu na passada semana o concurso internacional de azeite realizado na feira Expoliva em Jaen, na categoria de frutados verdes médio. 

 Para além da importância para a empresa, este primeiro prémio muito prestigia os azeites portugueses e em particular a região do Ribatejo, que se tem afirmado nos últimos anos como produtora de azeites de elevada qualidade. 

O clima e os solos possibilitam a produção de azeites únicos, com qualidade comprovada nos mais importantes concursos nacionais e internacionais. 

Para melhor usufruir deste potencial de natural qualidade, nos últimos anos, houve um forte investimento na região em novas unidades de transformação, concebidas especificamente para a produção de azeites de excelente a qualidade.

De salientar que a SAOV, foi a única empresa não espanhola premiada neste concurso, tendo sido o primeiro prémio atribuído por unanimidade de opinião de todos os provadores que classificaram os diversos azeites em prova.

SAOV - 17.5.2011

Portugueses fogem da agricultura

Os portugueses não querem ser agricultores e muitos dos que são, estão sempre à espera de uma oportunidade para mudar de vida. Não gostam de trabalhar a terra.

Os dados agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística mostram quem em 2009 a população agrícola familiar, formada pelo produtor agrícola e pelos membros do seu agregado doméstico, quer trabalhem ou não na exploração, totalizava cerca de 793 mil indivíduos, aproximadamente 7% da população residente, mas menos 36% da população agrícola familiar recenseada há dez anos atrás.

Em 2009 existiam 305 mil explorações agrícolas em Portugal, menos 111 mil do que em 1999. Em dez anos uma em cada quatro explorações cessou a sua actividade.

Menos 18% que em 1999

Os trabalhadores permanentes perfazem pouco mais do que 50 mil indivíduos, contribuindo com 11% do total do volume de trabalho agrícola. Comparativamente com 1999, verifica-se um decréscimo de 18% no número de assalariados agrícolas permanentes. À excepção do Alentejo onde estes aumentaram ligeiramente (+1%), o número de trabalhadores assalariados diminuiu em todo o território nacional, com destaque para a Madeira (-41%) e para a região Norte (-29%).

Em Portugal as explorações agrícolas apresentam uma dimensão média de 12 hectares por exploração, cinco hectares inferior à da UE e também abaixo da Espanha e da França mas superior a outros países do Sul da Europa como a Itália e a Grécia onde, juntamente com Malta e Chipre, o peso da pequena agricultura é maior.

Portugueses são os mais velhos

Na UE 25, cerca de 27% dos produtores têm mais de 65 anos. Os produtores portugueses e italianos são os mais idosos com respectivamente 48% e 43% a ultrapassarem os 65 anos de idade. A França com os produtores mais idosos a representarem apenas 13%, apresenta um perfil mais próximo dos países do Norte e Centro da Europa como a Alemanha, a Áustria e a Finlândia, em que os produtores neste escalão etário representam menos de 10%.

Expresso - 18.5.2011

O azeite Acushla ficou em 3º lugar na categoria “Design e imagem” no prestigiado concurso internacional de azeite “Armonia”

O azeite Acushla ficou em 3º lugar na categoria “Design e imagem” no prestigiado concurso internacional de azeite “Armonia”. 

A 5ª edição realizou-se dia 16 de Maio no Palácio Ducale em Parma e contou com uma centena de participantes. 

O azeite Acushla foi ainda distinguido com uma menção honrosa na categoria de “Frutado médio”.

sábado, 14 de maio de 2011

Expoégua na Golegã com salão do azeite, vinagre e do vinho de 19 a 22 de Maio

Não tem a dimensão de uma feira do cavalo, que movimenta milhares de pessoas em Novembro, por altura do S. Martinho, mas a Expoégua é um certame único do país que, no universo equino, exalta exclusivamente a fêmea. 

A Expoégua, que se realiza sexta, sábado e dominho, é uma aposta de Veiga Maltez, presidente da câmara da Golegã que, ao longo deste anos que está à frente dos desígnios do município o tem promovido , segundo diz, também para valorizar o Largo do Arneiro.

“A Golegã vivia uma apoteose em Novembro mas depois parecia que fechava para férias”, salienta Maltez. Por outro lado, assegura, eram necessárias mais actividades para sedimentar a marca “capital do cavalo”, que não só os quinze dias de Novembro. 

“A Expoégua é, no fundo, uma Feira de S. Martinho de Verão, em ponto pequeno, mas dedicada à mãe e às filhas do efectivo equino português”, salientou. Este certame vem no sentido de valorizar as éguas, que até à primeira metade do século passado não eram valorizadas nem sequer montadas.

“As éguas melhoraram extraordinariamente nos últimos 30 anos em Portugal, quer por selecção quer pela nutrição e hoje há éguas toureiras, saltadoras de obstáculos, e têm tanta importância como o cavalo”. E acrescenta “O palco para as promover e divulgar é a Expoégua na Golegã, o único evento em Portugal do género”.

Em simultâneo decorre ainda a mostra de gastronomia ribatejana, o salão do azeite, vinagre e do vinho e espectáculos, no Largo do Arneiro. ó sábado, à meia-noite há uma largada de toiros nocturna.

Jornal Torrejano - 12.5.201


quinta-feira, 12 de maio de 2011

VIIª Mostra de Azeite e Mel Serra de Sicó no dia 22 de Maio em Pombal

EXPOSICÓ 2011 - XXIIª Feira do Queijo Rabaçal, XIIIª Mostra do Vinho Terras de Sicó, VIIª Mostra de Azeite e Mel Serra de Sicó e a IIª Exposição de Cerâmica Artística

No próximo dia 22 de Maio, no Largo do Arnado em Pombal, realizar-se-á a XXIII Feira do Queijo Rabaçal, XIII Mostra do Vinho Terras de Sicó, VII Mostra de Azeite e Mel Serra de Sicó e a II Exposição de Cerâmica Artística, evento inserido no Plano de Aquisição de Competências e Animação do SP3 do PRODER, da Terras de Sicó - Associação de Desenvolvimento.

Gostaríamos de o convidar a estar presente e a partilhar connosco o melhor que o nosso território tem para oferecer. Sobre o pão fresco… o queijo, o azeite e o mel. Na mão um copo de vinho com todos os aromas das castas de tradição. 

No olhar a troca com outros olhares, cumplicidades antigas e as cores da cerâmica artística e toda a arte do artesanato, a paisagem que anima, o património que fica.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

PORTUGAL FOODS dinamiza forte mobilização do Agro-Alimentar para os Balcãs

A PortugalFoods irá promover a imagem do Sector do Agro-Alimentar Nacional, que representa 12,6% das exportações do total do comércio internacional português de bens e 7,6% do PIB nacional, através de uma presença única e colectiva de excelência das suas empresas, marcas e produtos como o pescado, o azeite, a carne, os vinhos, as Frutas e as Hortícolas na Região dos Balcãs. 

Terá lugar em Novi Sad, na Sérvia a maior mobilização do Sector que utilizará esta plataforma para o processo de aprendizagem da cultura do mercado do leste europeu, e de posterior penetração em mercados de maior dimensão como a Turquia, a Rússia e a Ucrânia.

A PortugalFoods, que tem vindo a trabalhar conjuntamente com o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, e o Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, bem como com a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, no sentido de organizar os vários subsectores pertencentes ao agro-alimentar, potenciando a criação de uma estratégia coerente para a sua internacionalização, vai levar 51 empresas portuguesas - materializando a maior presença de sempre da Fileira Agro-Alimentar nacional num certame internacional, à 78ª Feira Internacional de Agricultura, que irá decorrer de 14 a 21 de Maio, na cidade de Novi Sad (Sérvia), em colaboração com o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, demonstrando um sinal claro de que se devem promover acções conjuntas, sob uma imagem e marca cuidada, com estratégias bem definidas e alinhadas, que salvaguardem a notoriedade e reforço da imagem de Portugal.

Esta iniciativa de participação conjunta numa das maiores feiras de Agricultura da Europa, pretende contribuir para o incremento das exportações e para a promoção da internacionalização do agro-alimentar luso, tendo como motivações um mercado e economia em franco crescimento, bem como a existência de zonas francas que funcionam como plataforma excelente para penetrar em mercados de maior dimensão, como o Russo, o Turco e o Ucraniano.

Os produtos lácteos, nomeadamente o queijo; os pré-cozinhados (ready to eat); os produtos gourmet; os vinhos e outras bebidas alcoólicas; azeite; carne e charcutaria; ou ainda por exemplo o pescado: congelados e conservas, são os subsectores do mercado agro-alimentar português com forte potencial de estabelecimento de relações comerciais com a Sérvia.

Para João Miranda, presidente do Pólo de Competitividade Agro-Alimentar, "esta iniciativa representa uma grande oportunidade para o sector agro-alimentar português, uma vez que, para além do potencial - estamos perante um mercado emergente onde, só nos últimos cinco anos, o volume de importações foi duas vezes superior aos das exportações, e da sua atractividade - as principais marcas agro-alimentares de escala mundial e insígnias do retalho estão já representadas na Sérvia, temos oportunidade mostrar aquilo que se faz de bom e de inovador em Portugal no sector. 

Paralelamente, pretendemos estreitar o intercâmbio de inovação, investigação e conhecimento, através da celebração de protocolos de colaboração entre a PortugalFoods e a comunidade de investigação no Agro-Alimentar Sérvio. Esta iniciativa visa mostrar um país evoluído no Agro-Alimentar que, mais do que comercializar os seus produtos, quer partilhar o seu conhecimento e experiência", reforça ainda.

Para tal, a PortugalFoods aproveita esta iniciativa para assinar um Memorando de Cooperação com diversos parceiros Sérvios, que se traduz numa cooperação de inovação e de partilha de conhecimento, alicerçada na promoção de projectos de I&DT entre parceiros científicos e empresariais de ambos os países, bem como a promoção para a Cooperação do Comércio Bilateral.

A PortugalFoods pretende reforçar a competitividade das empresas do sector agro-alimentar através do aumento do seu índice tecnológico, promovendo a produção, transferência, aplicação e valorização do conhecimento orientado para a inovação, ambicionando agregar as melhores empresas nacionais deste sector de mercado, e transmitir uma imagem de Excelência e Qualidade.

Agroportal - 10.5.2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Lagar do Cobral, localizado em Lagares da Beira aposta na certificação de azeite biológico

Ainda que garanta que todo o azeite que produz é biológico, o Lagar do Cobral, localizado em Lagares da Beira reconhece as mais valias decorrentes de um processo de certificação e acaba de colocar no mercado o azeite biológico do Cobral certificado.

Com estreia na Feira do Queijo de Oliveira do Hospital, o produto é presença assídua no mercado biológico que decorre mensalmente na cidade e está também presente no comércio local e lojas gourmet.

Com uma aposta na certificação que não ultrapassa os dois por cento da produção total, o Lagar do Cobral não tem as grandes superfícies comercias nos seus horizontes, até porque entende que com isso iria “banalizar o produto” ao invés de o “distinguir”.

Entendido como um ingrediente fundamental na cozinha mediterrânica, o azeite é muito apreciado na região.

No entanto, pelo aumento do preço que decorre do processo de certificação – “o litro do azeite encarece em 75 por cento”, refere o sócio-gerente do Lagar, Luís Falcão de Brito – o azeite biológico do Cobral é procurado, sobretudo, por residentes estrangeiros que usam o produto certificado para barrar o pão e temperar em fio.

Contudo, adianta o responsável, a exigência dos consumidores locais também conduz a uma maior procura do azeite certificado. “As pessoas da região sabem o que é um bom azeite”, sublinha, notando que as vendas do produto certificado – o azeite é distribuído em garrafas de 250 mililitros - têm correspondido às expectativas.

Pertença de duas famílias com tradição no setor – Vaz Pato e Falcão de Brito – o Lagar do Cobral foi construído de raiz em 1999 e é, de acordo com Luís Falcão de Brito, “um dos mais modernos do país”. Também alvo de processo de certificação, o espaço que regista uma forte afluência de olivicultores, terminou a última campanha com um total de mil toneladas de azeitona que resultaram na produção de 160 mil litros de azeite.

Apesar de o Lagar estar situado numa zona com tradição na produção de azeite, o Lagar do Cobral esbarra com uma lacuna que acaba por condicionar a certificação do produto. É que, como explicou Luís Falcão de Brito, na região não existe nenhum produtor certificado que possa vender azeitona ao Lagar. O contratempo tem obrigado, o Lagar do Cobral a recorrer a um produtor certificado de Mirandela, como forma de garantir a certificação do produto.

Ainda que de “boa qualidade”, o azeite biológico certificado apresenta características diferentes do restante azeite produzido no Lagar, porque resulta de azeitona cobrançosa e madural e não da azeitona galega. A par do azeite certificado, o Lagar comercializa nas suas instalações o restante azeite biológico.

Para além de efetuar a extração de azeite para os produtores, aos quais também adquire azeitona, o Lagar do Cobral é também proprietário de cerca de 30 hectares de olival destinados a produção própria.

Correio da Beira Serra - 6.5.2011

V Concurso Nacional de Azeite Virgem Extra com recorde de candidatos



Mais de cem azeites concorrem à 5.ª edição do Concurso Nacional de Azeite Virgem Extra, que tem a sua final agendada para a Feira Nacional da Agricultura, que vai decorrer em Santarém de 04 a 12 de Junho.

Em comunicado, a organização sublinha o «número recorde de candidatos ao melhor azeite nacional», lembrando que na edição de 2010 estiveram cerca de 50 lotes em competição.

O concurso é promovido pelo Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, Associação para o Desenvolvimento dos Municípios Olivícolas e Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo e visa premiar os melhores azeites em três categorias, nomeadamente, virgem extra, virgem extra/denominação de origem protegida, virgem extra/modo de produção biológico.

O concurso decorre em paralelo com os concursos nacionais de vinhos engarrafados, mel, enchidos ensacados e presuntos tradicionais e de queijos tradicionais portugueses, no âmbito da Feira Nacional da Agricultura, com o objectivo de aproximar os produtores dos consumidores.

Confagri - 6.5.2011



quarta-feira, 4 de maio de 2011

VII Feira do Azeite, do Vinho e Produtos Regionais em Murça de 6 a 8 de Maio

A Câmara Municipal de Murça vai promover a VII Feira do Azeite, do Vinho e Produtos Regionais de 6 a 8 de Maio, para incentivar o empreendedorismo local. 

Começa na sexta e prolonga-se até domingo, a Feira do Azeite, Vinho e Produtos Regionais de Murça, em simultâneo com as comemorações do Dia do Município.

Dias de festa para a Vila de Murça que têm como objectivo “promover um espaço de divulgação destes produtos e ao mesmo tempo servir de incentivo à produção local de modo a valorizar, promover e divulgar os produtos endógenos do concelho, bem como estimular a micro-economia ao nível familiar incentivando o empreendedorismo”, explica o presidente do Município, João Teixeira.

A edição de 2011 vai decorrer como é habitual no Jardim do Paço, onde os visitantes poderão encontrar um vasto conjunto de participantes, nomeadamente produtores locais com o melhor dos seus produtos e associações culturais do município pois representam uma vertente muito importante da cultura concelhia e o artesanato. O visitante irá encontrar uma diversidade de produtos desde o vinho, o azeite, o queijo de ovelha, os enchidos, os doces conventuais o mel e outros produtos da terra.

Este será o sétimo ano consecutivo que Murça marca o seu Feriado Municipal com a realização desta mostra de produtos regionais. Relativamente ao programa da feira, a noite do dia 6, será preenchida por representações medievais, seguindo-se um espectáculo de música tradicional portuguesa, com a participação do grupo Mar de Pedra. Já no sábado, dia 7, pelas 16 horas, será a vez de do secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, presidir à inauguração do novo Pavilhão Desportivo de Murça.

No domingo, dia de Feriado Municipal, pelas 9h30, terá lugar o hastear de bandeiras e guarda de honra pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Murça, Banda Marcial de Murça e Guarda Nacional Republicana. Pelo período da tarde, a animação estará a cargo de mais um Festival Etnográfico e Folclórico com a participação de grupos da região.

Notícias de Vila Real - 4.5.2011

Ovibeja abre com mil expositores

Arranca hoje a 28ª edição da Ovibeja, feira agrícola que deve levar até Beja milhares de visitantes portugueses e espanhóis. 

A Associação de Criadores de Ovinos do Sul (ACOS) diz que o certame, que decorre no Parque de Feiras e Exposições até domingo, está "imune à crise", com mais de mil expositores.

"A Ovibeja está completamente cheia e vai decorrer imune à crise", disse Castro e Brito, presidente da ACOS. As comemorações do Ano Internacional das Florestas são o tema central. 

Destaque ainda para o primeiro concurso internacional de azeite virgem extra e para as exposições de gado e pavilhões ‘Sabor Alentejo’ e ‘Azeite Alentejo’.

A animação nocturna é outro dos pontos altos, e conta no seu cartaz com uma noite de tunas (hoje) e os concertos de Expensive Soul (quinta-feira), Buraka Som Sistema (sexta-feira) e a fechar Xutos & Pontapés (sábado).

Com as Legislativas à porta, a feira também será palco de pré--campanha, estando já confirmadas as visitas dos líderes dos partidos políticos e do ministro da Agricultura, António Serrano. Domingo é a vez de Cavaco Silva. José Sócrates também deve marcar presença, em data ainda a confirmar.




Portugal já exporta mais azeite do que importa


Pela primeira vez nas últimas décadas, a balança comercial do sector do azeite teve um saldo positivo de mais de um milhão de euros, e as exportações nacionais de azeite embalado cresceram 17 por cento, atingindo os 159,258 milhões de euros em 2010.


Com o olival a ocupar cada vez mais hectares de terreno em Portugal, sobretudo no Alentejo, as vendas nos mercados internacionais dispararam 37 por cento o ano passado, em volume, para perto de 47 mil toneladas (azeite embalado e azeite a granel). Um aumento "impressionante" para a Casa do Azeite - Associação do Azeite de Portugal - que considera estes números "notáveis".

"É a primeira vez desde há 30 anos que o saldo da balança comercial é positivo, muito devido à grande dinâmica e investimento que tem sido feito, com a plantação de olival e modernização, e também porque o Brasil reforçou o seu lugar como principal consumidor de azeite português", diz Mariana Matos, secretária-geral da associação.

De acordo com o relatório e contas da Casa do Azeite, a que o PÚBLICO teve acesso, as exportações totais de azeite cresceram em média 20 por cento ao ano desde 2006. E o volume exportado duplicou de quase 28 mil toneladas para perto de 47 mil toneladas. Apesar da descida dos preços do azeite, que tem vindo a pressionar os produtores, a evolução das exportações em valor "é um sinal inequívoco de que se estão a valorizar melhor os azeites portugueses".

Em 2010, as importações ultrapassaram os 158 milhões de euros, mais 4,9 por cento comparando com o ano anterior. Contudo, há cinco anos o saldo da balança comercial era de 121,249 milhões negativos. Portugal não é auto-suficiente em azeite desde as décadas de 50 e 60, mas, segundo Mariana Matos, falta pouco para o país alcançar de novo a meta dos 100 por cento. "Actualmente, produzimos 70 por cento do azeite de que precisamos", afirma.

Brasil é principal destino

O crescimento económico do Brasil ajudou as marcas nacionais a reforçarem o seu peso neste mercado: no total, já detêm uma quota de 55,2 por cento, mais 24,3 por cento do que em 2009. Grandes produtores como Espanha e Itália têm, respectivamente, 23,4 por cento e 7,2 de quota no Brasil.

Portugal mantém-se, assim, como o principal fornecedor de azeite do país do samba. Cerca de 65 por cento das exportações tiveram como destino o Brasil e empresas como a Sovena estão a beneficiar do boom local. O dono do azeite Oliveira da Serra revitalizou a marca Andorinha para o mercado brasileiro e, segundo Luís Folque, administrador, aumentou as vendas em 37 por cento. O Brasil já representa 84 por cento das exportações de azeite da Sovena.

Produtores de menor dimensão, como a Herdade do Esporão, também venderam mais neste destino. João Roquette, presidente executivo, revela que o Brasil pesa 25 por cento no negócio dos azeites, uma subida de 25 por cento face ao ano passado.

Apesar dos indicadores positivos, certo é que o sector do azeite na União Europeia atravessa uma situação difícil. Recentemente, o Comité de Organizações Profissionais Agrícolas e de Organizações Cooperativas da União Europeia pediu a Bruxelas para activar a ajuda ao armazenamento privado devido à queda de 5,7 por cento no rendimento dos produtores, paralela ao aumento do volume de vendas.

O mecanismo consiste em retirar azeite do mercado e armazená-lo em troca de apoio financeiro, com a intenção de recuperar preços. Em Espanha, o excesso de produção está a obrigar os operadores do sector a vender abaixo do preço de custo e já há casos de abandono do olival.

Como em Portugal não há excesso de produção, Mariana Matos garante que a queda dos preços não afecta tanto os produtores nacionais com lógicas de cultivo mais intensivo. O mesmo não se passa com os pequenos olivicultores, com olival disperso e pouco produtivo, e em dificuldades para enfrentar os custos de produção.

Os preços mantiveram-se nos dois euros o quilo ao longo da campanha 2009-2010 e, para Mariana Matos, a solução está no estímulo ao consumo de azeite a nível mundial.

Público - 4.5.2011


2010 Portal do Azeite. All Rights Reserved. - Designed by SimplexDesign